Fundada em 24 de junho de 1946, a Unidos do Viradouro foi criada a partir de rodas de samba que aconteciam no quintal da casa de Nélson dos Santos, mais conhecido pelo apelido de jangada, na rua capitão Roseira, próximo à rua Dr. Mario Viana, que, na época era chamada Viradouro, pois era o local onde os bondes que transportavam a população de Niterói faziam o retorno. No ano seguinte à fundação, a vermelho e branco estreou no carnaval da antiga capital do Rio de Janeiro. Por 39 anos, brilhou na folia niteroiense, onde conquistou 18 títulos.

Nas quase quatro décadas desfilando em Niterói, participou de carnavais na antiga capital do estado da Guanabara nos anos de 1964 e 1965, integrando a então chamada terceira divisão, mas nas duas ocasiões ficou com a 26ª e última colocação. A agremiação só retornaria ao carnaval carioca em 1986. A decisão de passar a desfilar definitivamente na capital fluminense se deu por conta do contestado resultado do desfile de 1985 em Niterói, no qual a escola se considerou desprestigiada. 

No Carnaval carioca, a Viradouro estreou no antigo grupo 4 e foi ascendendo de grupos até conquistar o campeonato do grupo 1, em 1990, como enredo "Só vale o escrito", do carnavalesco Max Lopes e samba de Adir, Odir Serreno, Gelson e Gilberto Barros. O título garantiu à escola a estreia no grupo especial do Rio no ano seguinte. A estréia no chamado Grupo de Elite do carnaval do Rio coicidiu com a posse de José Carlos Monassa na presidência da agremiação. Monassa comandou a Viradouro até a sua morte em 2005, como presidente executivo ou presidente de honra.

Em 2010, a escola retornou ao Grupo de Acesso, voltando ao Especial em 2015, após por ter sido campeã da série A no ano anterior. Em 2015, no entanto, a Viradouro foi, mais uma vez rebaixada, mas e, 2018 voltou para a elite do carnaval.

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Autores: Cláudio Russo, Paulo César Feital, Diego Nicolau, Júlio Alves, Dadinho, Rildo Seixas, Manolo,
Anderson Lemos e Carlinhos Fionda

Intérprete: Zé Paulo Sierra

Levanta, preta, que o sol tá na janela
Leva a gamela pro xaréu do pescador
A alforria se conquista com o ganho
E o balaio é do tamanho do suor do seu amor

Mãinha, esses velhos areais
Onde nossas ancestrais acordavam as manhãs pra luta
Sentem cheiro de angelim
E a doçura do quindim
Da bica de Itapuã

Camará ganhou a cidade
O erê herdou liberdade
Canto das Marias, Baixa do Dendê
Chama a freguesia pro batuquejê

São elas, dos Anjos e das Marés
Crioulas do balangandã, ô, Iaiá
Ciranda de roda, na beira do mar
Ganhadeira que benze, vai pro terreiro sambar
Nas escadas da fé:
É a voz da mulher!

Xangô ilumina a caminhada
A falange está formada, um coral cheio de amor
Kaô, o axé vem da Bahia
Nessa negra cantoria
Que Maria ensinou

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!
Ensaboa pra depois quarar

Ora yê yê ô, Oxum! Seu dourado tem axé
Faz o seu quilombo no Abaeté
Quem lava a alma dessa gente veste ouro
É Viradouro! É Viradouro!
 

Copyright: Editora Musical Escola de Samba Ltda

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